Kellogg Insight - Cinco maneiras de aproveitar ao máximo um relacionamento Mentor-Aprendiz
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Leadership Careers ago 1, 2018

Cinco maneiras de aproveitar ao máximo um relacionamento Mentor-Aprendiz

Aprendizes, não significa somente conseguir seu próximo emprego. E mentores, você também terá vantagens.

mentor and protege discuss careers

Yevgenia Nayberg

Based on insights from

Diane Brink

A mentoria pode ser uma experiência extremamente valiosa para líderes empresariais aspirantes e estabelecidos. Trabalhar com um colega mais experiente e solidário pode ajudar a desenvolver a melhor versão de si mesmo. E orientar um colega rumo ao seu pleno potencial pode lhe ajudar a aprimorar suas habilidades de coaching à medida que molda a próxima geração de líderes.

Mas não importa se o relacionamento se desenvolve organicamente durante as pausas para café ou tem origem em um programa formal de mentoria corporativa, muitos mentores e aprendizes sofrem com concepções erradas sobre o processo de mentoria, como o mito de que há apenas um jeito certo de fazê-lo.

“O mais importante a lembrar sobre um relacionamento de mentoria é que ela é individual, pois trata da pessoa”, diz Diane Brink. “Não há roteiro ou procedimento operacional padrão".

Brink atuou como Diretora de Marketing para Serviços Globais de Tecnologia da IBM até se aposentar em 2015 e agora trabalha como consultora e Membro do Conselho. Também atua como fellow sênior e professora adjunta da Kellogg School. Ao longo de sua carreira, foi mentora de dezenas de aprendizes, e também teve seus próprios mentores. Brink se baseia nessa vasta experiência para destacar as cinco melhores práticas para mentores e aprendizes para que possam aproveitar ao máximo esses relacionamentos.

Crie um ambiente livre de punições


A palavra “mentoria” pode trazer à mente a imagem de um aluno sentado subservientemente aos pés do professor. Nada disso. O mentor pode ter mais experiência do que o aprendiz, mas essa relação é baseada na troca de ideias e não na operação da dinâmica do poder.

Brink enfatiza a importância de se criar um ambiente confortável para que o mentor e também o aprendiz possam falar de forma franca e livre.

“A ideia por trás da relação de mentoria é que é um ambiente livre de punições”, diz ela. “Se você não criar um ambiente aberto e confiante, talvez não seja possível entender o que está na mente da pessoa. A coisa mais importante que você pode fazer é dizer: ‘Veja, somos apenas duas pessoas se reunindo. Espero que eu possa compartilhar algumas perspectivas com você'”.

Comprometa-se com o processo


Compartilhar essas perspectivas exige comprometimento do mentor e do aprendiz, o que significa que é preciso ter certeza de estar plenamente presente quando se reunirem.

“Alguns mentores fracassam porque não aceitaram verdadeiramente o papel", diz Brink. “Estão lá apenas para ouvir, mas não para se envolver. Pergunte a si mesmo: Você está realmente presente quando se encontra com seu aprendiz ou continua fazendo várias coisas ao mesmo tempo, lidando com todos os outros itens da sua agenda? Isso não ajuda muito”.

Para os mentores, estar presente também oferece uma melhor oportunidade de entender os problemas que o aprendiz enfrenta de forma mais profunda.

“Como mentor, seu papel é ajudar a orientar e facilitar a forma como esse indivíduo resolve um problema ou aproveita uma oportunidade”, diz Brink. “Você faz perguntas e fornece contexto para maior clareza. Você não é a pessoa que terá pronta todas as respostas.

Deixe o aprendiz liderar


Para os aprendizes, compromisso significa mais do que sentar e concordar com todas as sugestões que o mentor faz. Os aprendizes precisam dominar o relacionamento.

Brink descreve um aprendiz que sempre enviava a agenda da próxima reunião de mentoria com uma semana de antecedência: “Eu pensei 'Ai meu Deus. Esse cara está realmente pensando não só em como usar meu tempo de forma eficaz, mas como tornar o relacionamento algo benéfico para ele. Foi muito impressionante”.

Em qualquer situação de mentoria, é o aprendiz quem deve definir as prioridades. Brink gosta de lembrar aos aprendizes que são eles que orientam suas próprias carreiras.

“Haverá várias pessoas com seus próprios pontos de vista sobre o que fazer com sua carreira", diz ela, "mas a decisão não é delas".

Concordar em priorizar a agenda do aprendiz impede que a pessoa seja influenciada por uma carreira que talvez não tenha interesse em seguir. Isso, por sua vez, tira a pressão do mentor em agir como um guru onisciente.

Brink relembra uma situação no início da carreira, quando lhe ofereceram um cargo que representava um avanço, mas que ela não queria. Em pânico, ela chamou seu mentor, que lhe disse para seguir seu instinto.

“Ele nunca me julgou", diz Brink. “Simplesmente me devolveu a pergunta para eu responder".

Adote a prática de pensar no cenário geral


A principal tarefa do mentor é ajudar o aprendiz a perceber seu potencial, oferecer uma perspectiva sobre os problemas, desenvolver pontos fortes e sanar os pontos fracos. Não se trata de conseguir uma promoção imediata. Isso é algo que Brink teve que ensinar pelo menos para uma aprendiz.

“Quando nos conhecemos, ela se sentou e, dois minutos depois, começou a falar sobre o próximo cargo que iria conseguir e como eu iria ajudá-la a chegar lá", lembra Brink. “Eu tive que parar a conversa".

Em vez disso, Brink gosta de incentivar seus aprendizes a pensar sobre o tipo de trabalho que se veem fazendo daqui a uns anos.

“As funções vêm e vão", diz ela. “Se eu for analisar como a profissão de marketing mudou há um ano e meio, encontraria novas funções que eu sequer havia sonhado em existir. Seria mais como: ‘Você se vê administrando uma empresa? Você se vê trabalhando no exterior?’ Eu acredito que isso força a pessoa a pensar de forma mais ampla sobre seu plano de desenvolvimento e os tipos de possíveis atribuições que devam considerar”.

Reconheça as oportunidades da aprendizagem


A mentoria oferece oportunidades de aprendizagem para mentores e aprendizes. Para os mentores, é claro que é gratificante saber que se está contribuindo para o sucesso de seus colegas da próxima geração. Mas o processo também tem recompensas úteis mais imediatas.

Por exemplo, Brink descobriu que a mentoria fornece ideias sobre o ambiente político de organizações e a sua eficácia na comunicação da estratégia aos funcionários em diferentes níveis.

“Da minha perspectiva, eu penso que tudo está muito claro, mas daí eu posso ter uma conversa [de mentoria] e começar a observar que, nossa, essa pessoa não percebeu esse aspecto da estratégia”, diz ela. “Esse é um aprendizado importante porque me ajuda a entender o que é necessário fazer para garantir a realização da estratégia".

Existem outros possíveis benefícios para os mentores. Por exemplo, Brink recentemente orientou uma jovem “nativa digital”, com habilidades sociais e de marketing digital de ponta. Esse relacionamento ajudou Brink a se manter atualizada em uma área em rápida evolução.

“Não havia como, no meu cargo, continuar a ficar a par de todas as novas ferramentas, técnicas e aplicações”, diz ela. “Só pelo fato de conversar com ela, eu acabei me atualizando em uma área que era interessante para mim e essencial para a minha função”.

Featured Faculty

Diane Brink

Senior Fellow and Adjunct Professor within the Kellogg Markets & Customers Initiative

About the Writer

Anne Ford is a freelance writer based in Evanston, Illinois.

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