Kellogg Insight - Como falar sobre sua ocupação (sem parecer chato)
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Marketing jun. 1, 2024

Como falar sobre sua ocupação (sem parecer chato)

O principal é não falar nem demais nem muito pouco. Abaixo sugerimos uns exercícios para começar.

Entrepreneur in a romper pitches new idea.

Lisa Röper

Based on insights from

Craig Wortmann

Logo em seguida de "Como você está?", uma das perguntas mais comuns que nos fazem é: " No que você trabalha?" Essa pergunta é feita com tanta frequência que provavelmente temos alguma resposta padrão que usamos para todos, que provavelmente é logo esquecida.

“Isso é mesmo chato ", diz Craig Wortmann, professor clínico de marketing da Kellogg School. Para Wortmann, essa interação aparentemente monótona nos dá a oportunidade de sermos memoráveis, incisivos e extraordinários. Como diz Wortmann: "Por que optar por ser chato quando você pode ser interessante?"

Porém, não se trata apenas de ser o "queridinho" no escritório. A forma como falamos sobre nós mesmos tem benefícios concretos. Poderíamos aproveitar a oportunidade para fazer uma boa impressão durante uma reunião de trabalho, nos destacar em uma entrevista de emprego ou nos tornar a pessoa quem nossos colegas buscam para ajudar a resolver problemas.

No recente webinar The Insightful Leader Live, Wortmann deu conselhos sobre como falar sobre nós mesmos e nosso trabalho de forma decisiva. Também sugeriu alguns exercícios que visam melhorar nossa apresentação pessoal. Eis alguns deles:

Não explique demais, seja nítido

Segundo Wortmann, um dos erros que comentemos ao descrever nosso trabalho ou carreira é calcular mal o quanto compartilhar. “As respostas tendem a ser longas demais ou demasiada curtas", diz Wortmann. Demasiada curta pode ser algo como "Sou professor universitário " ou "Trabalho com fusões e aquisições". Essas são, claro, descrições precisas de profissões, mas não despertam interesse.

Do outro extremo do espectro, há o que Wortmann chama de "supermanifestação de conhecimentos". Talvez você já tenha passado por isso em conferências, ao perguntar a uma pessoa o que ela faz, a resposta é uma análise minuciosamente detalhada do dia-a-dia dessa pessoa.

“Grande erro", diz Wortmann, "você está falando demais com exagero e está supermanifestando conhecimento".

Em vez disso, Wortmann aconselha ser nítido. Uma resposta nítida é aquela que vai direto ao ponto, e está repleta de informações, dando à sua resposta uma vitalidade que atrai a atenção da pessoa com quem está falando. Por exemplo, veja a resposta que Wortmann geralmente dá para descrever seu trabalho:

Sou professor universitário na Kellogg, onde meu colega David Schonthal e eu ministramos um curso que desmistifica a fuzzy front end ou pré-desenvolvimento de se começar um negócio.

Concentre-se no início da conversa

Ter uma resposta nítida estimula a conversa. Em vez de ser um monólogo sobre seu trabalho, agir com nitidez convida a outra pessoa a fazer perguntas complementares lógicas. Evidentemente, o exemplo acima não serve como explicação exaustiva do que o Wortmann realmente faz, mas pode naturalmente levar o interlocutor a pedir mais detalhes sobre a matéria acadêmica ou há quanto tempo ele está no magistério, ou o que significa “fuzzy front end” no empreendedorismo.

“Agora sim estamos conversando", diz Wortmann, "ao contrário de só eu me dirigir a eles".

Pode parecer algo insignificante, mas ao transformarmos o que normalmente é uma conversa irrelevante em um diálogo tornará você uma pessoa mais memorável e de valor.

Diminuindo, diminuir, diminuir!

Um exemplo clássico de situações que exigem que falemos sobre nós mesmos de uma forma eficaz são as entrevistas de contratação para empregos. É também um espaço onde as pessoas muitas vezes supermanifestam seus conhecimentos, contando toda a história da sua vida enquanto veem os olhos do entrevistador perderem interesse.

Wortmann e seu colega Carter Cast, professor clínico de estratégia da Kellogg, criaram um exercício para combater a tendência de pairar na conversa fiada e reduzir uma resposta para que tenha nitidez e energia. Digamos que comece a descrever sua experiência de trabalho da seguinte maneira:

Comecei a trabalhar no Facebook há quase sete anos. Tem sido um trabalho interessante, uma vez que a empresa mudou muito ao longo desses anos. Na maior parte do tempo em que estou na empresa, trabalhei em uma equipe de produtos responsável pela prototipagem rápida de recursos relacionados às nossas plataformas de publicidade. Como pode imaginar, esse é uma área muito competitiva, com o Google como titular e o Tik Tok um iniciante em rápida ascensão nesse setor. Mas consegui ter sucesso na empresa, e é por isso que acredito que meus pontos fortes seriam um ótimo complemento para sua equipe. Um deles é que consigo rapidamente absorver o que se passa em situações para resolver problemas mais rapidamente. Um segundo ponto forte que possuo é aprender com o feedback que me dão para que eu possa implementar mudanças muito rapidamente.


Levaria cerca de 30 segundos para se expressar o parágrafo acima em voz alta. Agora, pegue a primeira longa resposta e corte-a pela metade. Algo parecido com:

Comecei minha carreira no Facebook e me sai bem em uma equipe de produtos responsável pelas plataformas de publicidade da empresa. É uma área muito competitiva com o Google e o Tik Tok sempre presentes. Por isso que acredito que meus pontos fortes se encaixariam bem aqui. Um deles é que consigo rapidamente absorver o que se passa em situações para resolver problemas mais rapidamente; outro é aprender com o feedback que me dão para que eu possa implementar mudanças muito rapidamente.


Wortmann e Cast acreditam que é preciso diminuir cada vez mais a descrição, desta vez reduzindo a resposta a poucas frases. Por exemplo:

Você sabe que aprendi muito no Facebook; sou grato por essa experiência. Competir com empresas como Google e TikTok me tornou um líder melhor. Acredito que me encaixo muito bem aqui com vocês por dois motivos principais. Primeiro, aprendo rapidamente. Segundo, aceito muito bem o coaching.


Reduzir e condensar a resposta permite chegar às coisas boas com mais eficiência.

Ser nítido é uma dádiva

Wortmann normalmente encontra um certo grau de resistência por parte das pessoas após fazerem este exercício. Elas costumam responder que a fala é simplesmente muito curta para uma pergunta que pede um certo histórico.

“Eu discordo”, diz Wortmann, “porque ser nítido significa ser ousado e humilde. E essas são qualidades magnéticas que você tem. Estou te contratando porque quero que você seja ousado(a)”.

Embora possa parecer providencial fornecemos mais detalhes, Wortmann argumenta que o oposto é verdade. Nossas vidas profissionais estão repletas de e-mails, mensagens de texto, mensagens do Slack e reuniões: uma enxurrada constante de informações.

Ao desenvolver a capacidade de sermos nítidos em nossas respostas, fazemos um favor a todos. “É um ato de generosidade em um mundo barulhento e distraído".

Featured Faculty

Clinical Professor of Marketing, Founder and Academic Director of the Kellogg Sales Institute

About the Writer

Andrew Meriwether is a journalist and radio producer based in Chicago.

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